terça-feira, 7 de abril de 2009

Necessidade Onomástica

Eu, como ser humano que sou, nasci com esta necessidade de dar nomes as variadíssimas coisas que não nomeadas se intrometiam no meu caminho. Maria foi mais uma vez a torturada pelas minhas necessidades de adolescente. Como tantas outras mulheres, Maria, mostra os dons que Deus lhe deu através da maravilhosa invenção divina – o Decote. Depois de tantas aulas a contemplar as “ditas” de Maria sou obrigado a falar-lhes sussurrando um Olá e esboçando um sorriso. Maria responde-me prontamente – Olá Marco – e mais uma vez saio frustrado pela incompreensão que estava a receber do mundo.
Depois de muita ponderação cheguei a uma conclusão brilhante, para as diferenciar por entre a multidão de seios pomposos existentes decidi que os de Maria, para além de nome, teriam banda sonora. Surgiu-me então “Ana” para o seio esquerdo e “Júlia” para o direito que sempre me pareceu mais vigoroso, podendo cantar-lhes assim a famosa canção “ Ana Júlia”. Para grande espanto meu Maria deliciou-se com os nomes atribuídos às suas bênções, apesar de eu as cumprimentar primeiro do que á própria ao que elas me respondiam com uma robustez diferente da habitual.
Realizei assim a minha última necessidade Onomástica de adolescente.

Sem mais assunto, PM.

1 comentário:

Rita Guerra disse...

Marco, parecia que estavas a falar da mãe de Jesus Cristo, nossa senhora de Fátima (ps: não leves à letra, repara bem no nome). Outra observação... Marco, o que são bênções? Não serão bênçãos? =)